O autismo é um distanciamento gerado por uma disfunção neurológica, e acomete um a cada dois milhões de indivíduos no mundo todo. É uma disfunção genética sem motivação exterior. O autismo resulta de um acidente genético e é congênita, tornando seu portador alheio ao meio exterior e avesso à empatia com outros indivíduos ou à percepção crítica daquilo que acontece à sua volta. Siga com a leitura e entenda melhor o que é o espectro autista?
Espectro autista
Esta disfunção nem sempre acontece em toda sua plenitude nos indivíduos portadores de autismo. Vezes há que o “autista” possui uma graduação inferior destas limitações e consegue se comunicar, ainda que com limitações. Ou, em outras oportunidades, possui algumas, mas não todas, destas limitações, o que também fomenta uma maior possibilidade de superação destes obstáculos diretos ao convívio social. A estes pacientes, portadores de disparidades de comportamento menos contundentes, se dá o nome de portadores de transtorno do espectro autista (TEA).
Eles também já foram chamados de Aspergers, e há séries de TV que usam e abusam desta terminologia, porque o cientista que descobriu esta gradação disfuncional possuía este sobrenome. TEA ou Asperger, o fato é que os portadores deste transtorno não se encontram assim tão alheios ao meio circundante e podem ,e devem, combater a dependência decorrente dos limitadores menos mórbidos a que são submetidos.
O TEA decorre de um desenvolvimento neurológico prejudicado em certo ponto, o da empatia. Portadores do transtorno tem dificuldade de comunicação e de convívio, atraso no desenvolvimento motor, são “desastrados”, além de dificuldade sensorial e de paladar: se adaptam mal a novos cheiros e sabores e hostilizam o contato dérmico ou táctil que lhes seja estranho. Além disto, possuem comportamento repetitivo: são acumuladores ou colecionadores, perdem-se em informações inúteis que repetem à exaustão, e com isto ignoram conhecimentos e comportamentos práticos que, depois, serão indispensáveis para seu convívio adulto e responsável em sociedade.
Há maneiras de minorar as dificuldades e limites gerados ao paciente acometido do TEA, mas isto passa por um severo tratamento ou pelo auxílio indispensável de pais, mestres, amigos e entes queridos. O portador do transtorno do espectro autista nunca será popular, o melhor aluno da sala, ou o sedutor que a todos conquista, porque tem uma dificuldade em ver e se expressar com o “outro”, que não enxerga como “outro”, mas sim como a um espectador de sua vida. Também adquire hipersensibilidade a barulhos e não se adapta bem às mudanças de seu cotidiano – precisa de monitoramento, facilitação, compreensão, para concluir o ensino e ingressar no mercado de trabalho , posto que na infância seus limitadores são menos evidentes.
Todavia, estes desafios, se não podem ser vencidos, podem ser diminuídos, minorados, com treinamento, terapia ocupacional, repetições – tão comuns ao método ABA – e pelo empenho de uma equipe de profissionais de saúde mental e pedagogos, como é o caso da Clínica Intelecta, que são voltados para a aplicação de temáticas comportamentais em ambiente amigável. Este o desafio para o enfrentamento desta disfunção infelizmente cada vez mais diagnosticada, principalmente entre nossos jovens.





