A estimulação cognitiva é um processo de mudança que visa estimular e, em alguns casos, reabilitar as funções físicas, psicológicas e sociais de cada indivíduo. Nos idosos, a estimulação cognitiva (sigla EC) tem como objetivo ajudar pacientes e familiares a conviver ou superar os déficits cognitivos e as limitações emocionais, ambientais e sociais, proporcionando melhora na qualidade de vida, incluindo melhor interação social.
O processo inicia-se com uma avaliação cognitiva, chamada Avaliação Geral das Funções Mentais, que inclui o mapeamento das funções cognitivas alteradas e preservadas, um exame do perfil de personalidade, perfil ocupacional e intelectual e rede social do paciente. Este mapeamento irá determinar as metas da reabilitação ou da estimulação, vai ajudar a identificar os recursos que serão trabalhados na reabilitação, e quais poderão ser aprimorados, sempre pensando em tentativas com erros e acertos.
Benefícios da estimulação cognitiva na terceira idade
Primeiramente, vale a pena ter em mente que todos os seres humanos são afetados ao longo dos anos, de diversas maneiras. Assim, a terceira idade é marcada pela redução do processo cognitivo, variando de acordo com ambiente e saúde física e mental.
Sendo assim, começam os esquecimentos, dificuldades para realizar atividades simples do dia e até algumas dificuldades.
Mesmo que, há um ano, isso não fosse algo esperado. O processo de cognição pode ser ainda mais afetado diante de doenças mentais, como a demência, mas também por acidentes vasculares, o AVC.
Memória: O primeiro benefício da estimulação é a melhora na memória. Neste caso, esse tipo de terapia pode ajudar tanto no processo de reter novas e velhas informações e de lembrar-se delas. Geralmente, a estimulação envolve jogos, leituras, repetições e até o ato de contar e recontar histórias.
Benefícios da estimulação cognitiva para a atenção
Na terceira idade, é comum que a atenção seja reduzida, fazendo com que o idoso tenha dificuldade em manter o foco. Assim, é possível melhorar este aspecto usando principalmente jogos de tabuleiro. Da mesma maneira, é comum estimular a atenção fazendo o idoso prestar atenção em duas coisas ao mesmo tempo, para desenvolver a capacidade de concentração.
Linguagem
No quesito linguagem, a estimulação ajuda tanto no processo de falar, como construir frases e histórias, se comunicar, relembrar, etc. Isso porque, a linguagem envolve vários processos, estimulando cada um deles.
Estimulação cognitiva para melhorar as funções executivas
As funções executivas envolvem principalmente a resolução de problemas e o pensamento geral. Ou seja, o ato de fazer ou de se propor a fazer algo, de criar uma sequência do dia. Por isso, é muito comum incentivar o idoso a construir a própria rotina. Para estimular a função executiva, as atividades devem envolver regras e resolução. Por exemplo, a resolução de um labirinto.
De forma geral, a função executiva envolve quatro passos:
- Planejar;
- Iniciar;
- Controlar;
- Desempenhar.
Praxias e gnosias
Apesar dos nomes um pouco complicados, a estimulação pode ajudar com essas duas funções gerais.
Praxias se refere à capacidade de executar um movimento. Ou seja, o desenvolvimento de uma ação que envolve o corpo físico, de forma voluntária. Como erguer uma perna ou fazer um alongamento.
Gnosias é a capacidade perceptiva. Em outras palavras, envolve reconhecimento, sentidos do corpo e outros. Sendo assim, é muito comum que o idoso seja estimulado a realizar diferentes atividades motoras.
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