É muito importante que as crianças com autismo recebam tratamento precoce para que possam desenvolver habilidades sociais e cognitivas.No entanto, a dificuldade em realizar precocemente o diagnóstico, faz com que ele só ocorra tardiamente, em muitos casos.Continue com a leitura e entenda mais sobre as dificuldades no diagnóstico do Autismo
A importância do diagnóstico correto
É muito comum um diagnóstico tardio em casos de autismo. Muitas são diagnosticadas com TDAH, por exemplo, ou com problemas de processamento sensorial. Assim, o autismo não é detectado até que as demandas da escola e das situações sociais aumentem.
Muitas vezes, os diagnósticos são equivocados, pois os sintomas podem confundir os médicos. É normal que as crianças que recebam um diagnóstico de TDAH, mais tarde sejam diagnosticadas com o TEA.
O foco precoce em problemas sensoriais, embora possa ajudar algumas crianças, pode atrasar o diagnóstico de autismo. Elas se enquadram no espectro do autismo, mas recebem terapias inadequadas, por terem recebido outros diagnósticos.
O diagnóstico do Autismo
O diagnóstico do autismo é clínico, feito através de observação direta do comportamento e de uma entrevista com os pais ou responsáveis. Os sintomas estão presentes antes dos 3 anos de idade, sendo possível fazer o diagnóstico por volta dos 18 meses de idade.
Características para o diagnóstico do Autismo
Transtorno do Espectro do Autismo
A criança deve preencher os critérios 1, 2 e 3 abaixo:
1. Déficits clinicamente significativos e persistentes na comunicação social e nas interações sociais, manifestadas de todas as maneiras seguintes:
a) Déficits expressivos na comunicação não verbal e verbal usadas para interação social;
b) Falta de reciprocidade social;
c) Incapacidade para desenvolver e manter relacionamentos de amizade apropriados para o estágio de desenvolvimento.
2. Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades, manifestados por pelo menos duas das maneiras abaixo:
a) Comportamentos motores ou verbais estereotipados, ou comportamentos sensoriais incomuns;
b) Excessiva adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de comportamento;
c) Interesses restritos, fixos e intensos.
3. Os sintomas devem estar presentes no início da infância, mas podem não se manifestar completamente até que as demandas sociais excedam o limite de suas capacidades.
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