Existem tipos de autismo? Você sabia disso?
É Bastante comum, as pessoas fazerem essa pergunta nos consultórios e normalmente tem a ver com dúvidas em relação a “gravidade” da condição. E para responder essa pergunta podemos dizer que existem várias formas de manifestação do transtorno.
Confira agora nesse artigo quais são os tipos de autismo e seus níveis….
Síndrome de Asperger: é considerada a forma mais leve do espectro autista. Os principais sintomas são obsessão por um único objeto, além de interesse excessivo por um assunto preferido, podendo discuti-lo por horas a fio, sem parar. A síndrome afeta três vezes mais os meninos e quem a desenvolve, normalmente, tem inteligência acima da média. Por conta disso, alguns médicos a chamam de “Autismo de Alto Funcionamento”. Caso não seja diagnosticado na infância, o adulto com Asperger poderá ter mais chances de desenvolver quadros depressivos e de ansiedade;
Transtorno Invasivo do Desenvolvimento: pode ser considerada uma “fase intermediária”, uma vez que é um pouco mais grave que a Síndrome de Asperger, mas não tão forte quanto o Transtorno Autista. Os sintomas são variáveis, mas, no geral, o paciente apresenta quantidade menor de comportamentos repetitivos, dificuldades com a interação social, competência linguística inferior à Síndrome de Asperger, mas superior ao Transtorno Autista;
Transtorno Autista: as pessoas com esse tipo costumam ter atrasos linguísticos significativos, desafios sociais e de comunicação, além de comportamentos e interesses incomuns. Algumas também têm deficiência intelectual. Os principais sinais que indicam a condição são falta de contato com os olhos, comportamentos repetitivos, como bater ou balançar as mãos, dificuldades em fazer pedidos usando a linguagem, desenvolvimento tardio da linguagem.
Além dos tipos de autismo, o transtorno pode ser dividido em três níveis, confira:
Nível 1 — leve: em geral, as crianças apresentam dificuldades para trocar de atividades, problemas de planejamento e organização, dificuldade para iniciar a relação social e pouco interesse em interação;
Nível 2 — médio: os sintomas são um pouco mais graves e a criança apresenta limitações em iniciar interações sociais, são mais inflexíveis nos seus comportamentos, apresentam dificuldades em relação à mudança ou com os comportamentos repetitivos e sofrem para modificar o foco das suas ações;
Nível 3 — grave: crianças caracterizadas com esse nível possuem dificuldades mais graves em relação à comunicação verbal e não verbal, limitação em iniciar interações sociais e resposta mínima a aberturas sociais que partem de outros. Inflexibilidade de comportamento, extrema dificuldade em lidar com a mudança ou outros comportamentos restritos/repetitivos
Por que identificar o nível/grau de autismo?
Compreender a diversidade do espectro e identificar-se com o nível de autismo mais alinhado com as limitações e potenciais do autista é muito importante, pois isso ajuda a projetar expectativas, planejar o tratamento, e escolher as terapias complementares que melhor contribuirão para o alcance de mais autonomia e independência. Estar dentro do espectro é experimentar uma vida diferente, mas não necessariamente negativa.
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