Lidar com criança e adolescentes é um processo de formação. São tantas as adversidades do mundo, que às vezes é quase que impossível conversar com eles, mas é crucial que seus lares sejam pontos de ancora emocional… Impor uma autoridade para obter limites é uma tarefa árdua, e no post de hoje iremos listar 3 pontos sobre limite, e como a autoridade deve ser construída pelo vínculo, não pelo medo… Continue lendo
1. Os limites devem ser razoáveis: Crescemos em uma sociedade onde limites sem razão eram utilizados para transmitir a mensagem de que “o mundo lá fora é difícil, então sua vida não pode ser fácil.” Estamos lidando com crianças e adolescentes em fase de desenvolvimento, e embora o mundo possa ser cruel, seus lares devem ser seus refúgios emocionais. É em nosso carinho que nossos filhos devem encontrar apoio, então não devemos ser uma fonte adicional de estresse ou ameaça para eles. Após estabelecer um limite, se a reação deles for o choro ou birra, enfrentamos uma escolha: gritar e ameaçar com punições ou acolher sua frustração de forma empática.
2. Os limites são explicados: Limites frequentemente são confundidos com autoritarismo inflexível. Não é permitido pular no sofá, ponto final, sem discussões ou explicações. Se desejamos que nossos filhos se tornem indivíduos autônomos com consciência crítica, não podemos impor a obediência por meio de autoritarismo nas relações. Explicar que pular no sofá é perigoso e pode causar ferimentos é o mínimo que podemos fazer. Contar a eles que pular no tapete no chão é seguro e divertido, participando da brincadeira, transmite a mensagem de que nem sempre podemos fazer o que queremos, mas sempre haverá alternativas se formos abertos e flexíveis.
3. O que fazemos depois do limite é o mais importante que o limite em si: O que fazemos após estabelecer um limite é mais significativo do que o limite em si. Se, após definir um limite, a reação das crianças for o choro ou birra, enfrentamos uma decisão: gritar e ameaçar com punições, ou acolher a frustração de forma empática. No primeiro cenário, estamos fazendo com que nossos filhos sofram duas vezes pelo mesmo problema. No segundo, estamos oferecendo apoio a alguém que está frustrado e lutando para lidar com suas emoções. É importante esclarecer que limite é uma demonstração de afeto, é o estabelecimento de contornos essenciais, mas a autoridade deve ser construída por meio do vínculo e não do medo.
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