O processo de aprendizagem é complexo. Envolve uma metodologia de ensino toda própria e compartimentada em diversas etapas e eixos que incluem, evidentemente, o exercício da empatia entre o aluno e o professor. O COVID dificultou ainda mais esse processo, siga com a leitura e entenda mais sobre os reflexos da pandemia na aprendizagem.
O distanciamento deflagrado pela pandemia da Covid 19 e o ano letivo deturpado pela necessidade de ficar em casa e não comparecer às salas de aula para atividades acadêmicas forçou o profissional do ensino a se reinventar para conseguir superar os obstáculos decorrentes da ausência de proximidade física com o alunado.
Se estes esforços foram louváveis e, frutificados, impediram uma derrocada integral do processo de aprendizagem durante todo o ano de 2020 e boa parte de 2021, não se pode dizer que este enfrentamento bem sucedido, com inventividade e garra, tenha sido suficiente para também impedir a defasagem dos procedimentos pedagógicos indispensáveis ao aproveitamento do conteúdo estudado durante as atividades letivas .
O ensino à distância, criado antes mas otimizado agora, não foi o suficiente para evitar a fuga do aluno do ambiente escolar, ainda que virtual. As atividades lúdicas, principalmente nos anos da pré-escola e ensino fundamental, não se compatibilizaram com a ausência de intimidade física e de ambientação para gerar a imersão de mentes e o estímulo à imaginação indispensáveis para a assimilação do conteúdo didático desta importante fase do desenvolvimento escolar e intelectual da criança e do pré-adolescente.
Sobretudo o dia a dia da classe escolar saiu combalido, abalado, porque desta interação é que surgem atividades em grupo, maior interação entre alunos e entre estes e professores, e a própria atividade de pesquisa, que nasce de dúvidas plantadas em ambiente escolar, passou a ser inseminada artificialmente através de ferramentas de busca e por via eletrônica – sempre fria e distante.
Sim. Os professores brilharam durante os meses de chumbo do afastamento escolar. Sim, eles merecem parabéns. Não, infelizmente não foi o suficiente para impedir a defasagem de aprendizado e prejuízo pedagógico vivenciado por nossos jovens ao longo da pandemia. Para que esta deficiência não se torne irreversível, é necessário que ferramentas psicopedagógicas sejam desenvolvidas para superar a estas dificuldades e lacunas derivadas do distanciamento acadêmico. A saúde mental escolar nunca foi tão importante quanto nestes tempos de pós-pandemia.
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