Papel do psicólogo na dependência química

A dependência química é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se desenvolvem após o uso repetido de determinada substância.Acompanhe a leitura e entenda como é primordial o papel do psicólogo na dependência química.

O papel do profissional de Psicologia

É importante que o indivíduo com dependência química procure ajuda com profissionais de Psicologia quando ocorrem situações nas quais a substância está influenciando negativamente a saúde física e/ou rotina, funções acadêmicas e/ou profissionais e as relações interpessoais. 

Pense: O que leva um indivíduo a tornar-se um dependente químico? Isso varia para cada paciente e normalmente, as causas nunca surgem sozinhas, podendo ser desde traumas relacionados a problemas na família ou influências de outras pessoas.

É aí que entra o psicólogo. Seu papel na vida do dependente químico é compreender o percurso do paciente até o momento em que ele se tornou viciado. A partir daí, ele irá auxiliá-lo a se curar.

O papel deste profissional é apoiar na reinserção social do dependente químico, ajudando-o a compreender os fatores que levam ao consumo de drogas e bebidas alcoólicas. Através de sessões semanais, o psicólogo irá reconhecer o que cada sintoma representa.

Tratamento específico para dependência química

O tipo de ajuda mais adequado para cada pessoa depende das suas características pessoais, da quantidade e padrão de uso de substâncias e se o mesmo apresenta problemas de ordem emocional, física ou interpessoal decorrentes desse uso, o que, como mencionado, é muito comum de acontecer.

A avaliação do paciente pode envolver diversos profissionais da saúde, como médicos clínicos e psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, assistentes sociais e enfermeiros.

Quando diagnosticada, a dependência química deve contar com acompanhamento a médio-longo prazo para assegurar o sucesso do tratamento, que varia de acordo com a progressão e gravidade da doença.

Uma das indicações é a da Terapia Cognitiva Comportamental, por ser uma abordagem terapêutica estruturada, diretiva, com metas claras e definidas pelo psicólogo e paciente, focada no momento presente e utilizada para tratar diversos comportamentos disfuncionais.

O QUE DIZ A PSICOLOGIA

Segundo o DMS-V (Manual Diagnóstico e Estatístico De Transtornos Mentais), a dependência se baseia em um padrão de uso de uma substância que provoca sofrimento ou prejuízo clínico e que impede o usuário de realizar atividades cotidianas e antes prazerosas, em detrimento do seu uso. 

Esse padrão passa pelas fases de tolerância e abstinência, caracterizando um ciclo vicioso em que, apesar do malefício evidente da substância, o usuário acaba se tornando escravo de seus efeitos. 

O uso das substâncias não é mais uma questão a ser decidida pelo usuário ele é um mero fantoche de seu vício. Existem fatores bioquímicos envolvidos, que fazem com que a droga seja o principal combustível para a existência do indivíduo.

A terapia psicológica é fundamental para o tratamento de recuperação de indivíduos dependentes. É ela que ajuda o indivíduo a alcançar a sua harmonia e restaurar sua autoestima.

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