Esclerose múltipla: o que é e quais são os desafios atuais

Hoje é o dia da conscientização da Esclerose múltipla, uma doença inflamatória, degenerativa e autoimune, que pode ter diferentes sintomas e consequentemente tratamentos individuais para cada pessoa.

É uma doença que quanto mais cedo for realizada o diagnóstico, maiores são as chances de ter controle sobre a doença. Mas geralmente é muito difícil identificar a doença num primeiro momento, pois os sintomas podem ter diferentes manifestações. Acompanhe a leitura e entenda mais sobre Esclerose múltipla: o que é e quais são os desafios atuais.

Sintomas

A doença atinge o sistema nervoso – que se expande do cérebro à coluna espinhal. É uma doença autoimune e no caso especifico dessa doença, as defesas do corpo vão contra as bainhas de mielina, que são estruturas que garantem a transmissão de mensagens entre os neurônios.

Em muitos casos o avanço da doença é lento, e os primeiros sinais podem ser leves e esporádicos e similares a sintomas de outras doenças.

Os sintomas são variados e podem ser notados de repentes como um déficit neurológico súbito, como por exemplo, a perda de visão, perda de movimento, sensação ou função em um local especifico, como braço ou na perna. Quando acontece assim repetidamente trata-se de uma emergência,e é preciso buscar ajuda médica o quanto antes.

Saiba reconhecer os sintomas

Os sintomas mais comuns da Esclerose Múltipla são:

Visão dupla ou embaçada e até a perda, podendo ser de um olho apenas;

Dificuldade para andar, por tonturas ou por desequilíbrio;

Formigamentos;

Urgência urinária, alterações sem explicação.

Por outro lado, podem ser ainda observados demais sinais, que fazem parte do protocole divulgado pelo SUS, tais como:dificuldade de marcha, algumas quedas, tropeços e muita fadiga, especialmente em pessoas abaixo de 50 anos de idade; sintomas neurológicos transitórios, como os acima dito, que pioram com a temperatura alta, e em dias mais frios melhoram; dor neuropática, como queimação, formigamento e cãibras frequentes também em pessoas abaixo de 50 anos de idade.

Diagnóstico

O diagnóstico começa com o exame de ressonância magnética, através deles são apontadas algumas lesões no cérebro, que são comuns em pessoas com Esclerose Múltipla. Se identificado essas lesões, é preciso fazer outros exames para descartar outras doenças, que também podem ocorrer as mesmas lesões.

Pode ser necessário também, fazer a coleta de liquor –   punção de um líquido da medula óssea.

Conheça os tipos de esclerose múltipla

Como já dissemos uma característica da doença é que ela pode se manifestar de diferentes formas em cada pessoa, não atingindo o sistema nervoso por inteiro, mas de forma parcial ou setorizada.

Progressivas (primariamente ou secundariamente progressiva) Esse representa entre 15% dos casos, e costumam ser mais agressivo, já que a piora é constante e gradual, e os surtos não tem pausas constantes.

Surto-remissão, ou remitente-recorrente esse tipo representa a maioria dos casos. Nesses os surtos veem e vão. Pode ocorrer, em uma parte dos pacientes, da doença evoluir para uma forma progressiva, (secundária) ai o quadro vai ficando mais complexo.

Tratamento

A Esclerose Múltipla se manifesta de diferentes formas e tipos, como vimos no texto, e consequentemente os tratamentos também são diferentes e individuais. O paciente precisa estar ciente que por ser tratar de uma doença inflamatória e autoimune, os tratamentos deverá ser por toda a vida.

Há tratamentos para aliviar os surtos tanto com remédios quanto com terapias, contra as dores, as fadigas, a depressão e ansiedade que pode acorrer por conta do diagnóstico.

É importante ressaltar que a maioria dos medicamentos, são encontrados no SUS, e principalmente para os tipos de Surto-remissão, existem mais opções de remédios, podendo ser injetáveis, subcutâneas, ou de uso oral. Sempre na intenção de diminuir as inflamações e o avanço progressivo da doença.

O mais indiciado, é que os pacientes tenham um apoio de uma clínica com uma equipe multidisciplinar, para que possam atendê-los desde o sintomas neurológicos e outros problemas recorrentes. Dessa forma, além do neurologista, é primordial ter também o atendimento de especialistas como psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogo entre outros que possam colaborar com os melhores resultados ao longo da vida.

A Clínica Intelecta conta com todos esses profissionais, e pode ajudar no diagnóstico e tratamento dessa e de outras doenças!

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