Muita gente não conhece ou não conhecia até pouco tempo atrás a palavra neurodiversidade. Mas o termo, é usado para descrever as enormes e diversas diferenças existentes no cérebro humano, e tem se popularizado cada vez mais. Confira nossa matéria…
O que é neurodiversidade:
A neurodiversidade é um conceito que defende uma conexão neurológica atípica ou neurodivergente , uma manifestação da diferença humana e não uma doença que precisa ser curada.
O termo também pode ser usado para designar um movimento liderado por pessoas diagnosticadas com TEA que veem o autismo como uma parte constitutiva do que elas são. Elas têm o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a neurodiversidade, por isso, desde 18 de junho de 2005, é celebrado o “Dia do Orgulho Autista” em todo o mundo, inclusive no Brasil.
Quais são os graus de neurodiversidade no TEA
A neurodiversidade abrange várias diferenças neurológicas, aqui você vai ver a classificação da gradação do autismo, de acordo com o DSM-5 e o CID-11.
O DSM-5 divide o TEA em três níveis de suporte:
- Leve
- Moderado
- Severo
As principais manifestações da neurodiversidade
Na perspectiva da neurodiversidade, o TEA, o TDAH e demais condições não são consideradas transtornos. No entanto, os principais manuais médicos classificam essas manifestações de neurodiversidade como transtornos de neurodesenvolvimento.
Os transtornos de neurodesenvolvimento são condições de déficit no desenvolvimento que trazem prejuízos no funcionamento pessoal, social, acadêmico ou profissional, segundo a 5ª edição do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria (APA).
Os principais transtornos de neurodesenvolvimento, segundo o DSM-5, são:
- Transtornos de desenvolvimento intelectual;
- Transtornos de comunicação;
- Transtorno do Espectro Autista (TEA);
- Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH);
- Transtornos específicos de aprendizagem;
- Transtornos motores.
Considerar diferentes visões, não é moldar, é incluir…
Como eles possuem um modelo cognitivo diferente, eles absorvem as informações, pensam em soluções e usam a criatividade de um modo também distinto. Logo, podem trazer ideias e soluções que os neurotípicos que ainda não tiveram.
Muito se tem estudado sobre terapias e modelos de ensino que apoiem as pessoas neurodivergentes em relação à inclusão.
Porém, uma outra vertente de estudo vem ganhando força nas Neurociências: a de entender como os neurodivergentes podem contribuir com ideias inovadoras no ambiente em que estão inseridos.
Como estimular habilidades de neurodiversos na sala de aula?
O professor sabendo dessas habilidades dos neurodivergentes, devem buscar assuntos de interesse da criança ou do jovem. E trabalhar em cima dessas habilidades priorizar os temas, sem perder de vista outros aprendizados.
É necessário ter em mente que não precisamos de um único tipo de estudante. Em uma escola precisamos ter variedades de mentes, diversas perspectivas, ou seja, uma infinidade de pontos de vista.
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